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Ultradireita de seis países se reúne em Roma em laboratório 'nacional-conservador'

Conferência 'Deus, honra, pátria: Ronald Reagan, Papa João Paulo II e a liberdade das nações', organizada pela fundação americana Edmund Burke, agrega líderes tradicionalistas

06/02/2020 10h17
Por: Silvan Magalhães
Fonte: O Globo
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Marion Marechal - Alberto Pizzoli / AFP
Marion Marechal - Alberto Pizzoli / AFP

Com louvores à recém-adquirida “independência” do Reino Unido, evocando Deus, as "tradições judaico-cristãs" e a identidade das nações europeias, grupos da extrema direita de seis países organizaram nesta terça-feira em um hotel de Roma uma conferência para entoar um bordão que por muito tempo foi usado pela esquerda: um novo mundo é possível.

Com uma audiência heterogênea formada por católicos tradicionalistas, judeus e jovens de instituições conservadoras, o encontro foi chamado “Deus, honra, pátria: Ronald Reagan, Papa João Paulo II e a liberdade das nações”, tendo por eixo o “conservadorismo nacional”.

Os presentes exaltaram aquele que é considerado um dos principais expoentes da ultradireita pelo mundo, o premier da Hungria, Viktor Orbán, responsável por reformas antidemocráticas no país do Leste Europeu que provocaram forte insatisfação na União Europeia.

— Sou o único homem sortudo da União Europeia, porque posso dizer aquilo que vejo, posso me exprimir livremente — disse o político à plateia.

Admirado por outros líderes da direita populista como o presidente Jair Bolsonaro e Donald Trump, Orbán classifica o sistema de governo na Hungria – sob seu comando desde 2010 – como uma “democracia iliberal”.

— Nós encontramos um novo termo para descrever nosso sistema. É "democracia cristã" — afirmou ele, sob fortes aplausos.

O húngaro tem feito uma cruzada conservadora para defender, como diz, o cristianismo e a identidade nacional. Para isso, seu governo asfixiou a mídia independente, interveio nas universidades e no Judiciário, fechou as fronteiras da Hungria para a imigração (ele lembrou na conferência que historicamente seu país nunca teve muçulmanos, e deu a entender que é seu direito não continuar a tê-los) e tenta minar internamente a União Europeia.

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