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MUNDO

Eleições na Espanha não resolvem impasse

Espanhóis foram às urnas pela quarta vez em quatro anos; Partido Socialista ficou novamente na frente, mas teve desempenho insuficiente para formar maioria

11/11/2019 10h01
Por: Silvan Magalhães
Fonte: El País
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Eleições na Espanha - Foto: Oscar Del Pozo / AFP
Eleições na Espanha - Foto: Oscar Del Pozo / AFP

Com 99,7% dos votos apurados, nenhum partido conseguiu os 176 assentos necessários para formar um governo na Espanha , prolongando ainda mais o impasse político que fez o país ibérico ir às urnas quatro vezes nos últimos quatro anos, a última delas no dia 28 de abril. O resultado confirma o crescimento da extrema direita, que mais que duplica seus assentos, transformando-se na terceira maior força política no Parlamento, informa o jornal El País.

O Partido Socialista (PSOE), do premier interino Pedro Sánchez, ficou novamente na frente, elegendo 120 deputados, segundo as informações prévias. O resultado é inferior aos 123 assentos conquistados nas eleições de abril e uma derrota para o primeiro-ministro, que poderia tê-las evitado.

Os conservadores do Partido Popular (PP) ficaram em segundo, aumentando suas cadeiras de 66 para 88. A sigla de extrema direita Vox deverá obter seu melhor resultado histórico, transformando-se no terceiro maior partido do país. Os 24 assentos que havia conquistado em abril mais que dobraram, passando para 52.

O quarto lugar foi ocupado pelo partido de esquerda Unidas Podemos, que passou de 42 assentos para 35. Em seguida, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) teve resultado similar ao de abril, passando de 15 para 13 assentos. O Ciudadanos , que conquistou 57 assentos há sete meses, teve uma performance bastante inferior, elegendo apenas 10 deputados. O líder do partido, Albert Rivera, disse que o resultado é "inexcusável" e que a sigla realizará um congresso para definir os próximos passos.

Às 18h, a participação nas eleições era de 56,86%, cerca de quatro pontos percentuais a menos que em abril, em que 60,74% do eleitorado compareceu às urnas.

O resultado complica a governabilidade de Sánchez, que perdeu três assentos e viu seu aliado mais provável, o Unidos Podemos, perder outros sete. A grande queda do Ciudadanos, associada à ascensão do PP e do Vox, consolidam ainda mais o cenário complicado para o premier e o crescimento da direita espanhola.

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