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JUSTIÇA

Bolsonaro tenta subordinar MPF ao seu desejo particular, diz Carlos Fernando

“Certamente teremos um procurador-geral da República que fará considerações políticas na sua atuação institucional

08/09/2019 07h24Atualizado há 2 meses
Por: Silvan Magalhães
Fonte: Estadão
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Carlos Fernando dos Santos Lima - Geraldo Bubniak/Agb/Estadão Conteúdo
Carlos Fernando dos Santos Lima - Geraldo Bubniak/Agb/Estadão Conteúdo

Em entrevista ao Estadão, Carlos Fernando dos Santos Lima, ex-integrante da Lava Jato, criticou a indicação de Augusto Aras para a PGR e disse que Jair Bolsonaro tenta “subordinar” o MPF e a PF “ao seu desejo particular de proteger a si e aos seus”.

“Certamente teremos um procurador-geral da República que fará considerações políticas na sua atuação institucional. Isso para a maioria dos procuradores da República é um erro. A função de PGR exige independência e coragem, e não subserviência e conformismo.”

Em sua entrevista ao Estadão, Carlos Fernando dos Santos Lima, ex-procurador da Lava Jato, disse que parte da imprensa contribui para pôr a Lava Jato em risco.

“Fingem ser mais importante publicar narrativas construídas a partir de material de origem criminosa para denegrir [Sergio] Moro e Deltan Dallagnol”, afirmou.

Segundo Carlos Fernando, parte da imprensa é “incapaz de fazer uma crítica realmente séria dos problemas que vivemos, e que parece entender que é válido proteger essa elite corrupta em troca do crescimento econômico”.

“Assim, por exemplo, não discutem se Raquel Dodge poderia realmente excluir depoimentos de delator envolvendo o irmão de [Dias] Toffoli e [Rodrigo] Maia em ilícitos – ao que parece ter sido a motivação de renúncia de seu gabinete. Nem querem aparentemente investigar que eventuais fatos ilícitos foram informados.

O futuro é bastante incerto. Cada pessoa que acredita num país melhor deve se levantar e mostrar sua indignação com tudo que está acontecendo.”

Em sua entrevista ao Estadão, Carlos Fernando dos Santos Lima, ex-procurador da Lava Jato, foi questionado sobre a postura de Jair Bolsonaro em relação ao caso Fabrício Queiroz. Ele respondeu:

“A pior postura possível. A simples concordância com a absurda decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, em suspender as comunicações do Coaf e Receita Federal já demonstra a incapacidade de Bolsonaro em compreender a posição que ocupa. Agrava ainda seu desejo em interferir na Superintendência de Polícia Federal do Rio de Janeiro, indicador que pretende subordinar o interesse público ao seu interesse particular, compreensível, mas irrelevante, de proteger o filho.”

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