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México reduz em 56% migração para os EUA e espera fim da ameaça de sanções tarifárias

Contenção de fluxo de pessoas, em grande parte provenientes da América Central, faz parte de acordo fechado com governo Trump após alerta de possíveis retaliações e que será revisado na semana que vem

07/09/2019 14h07
Por: Silvan Magalhães
Fonte: O Globo
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México - Foto: Jose Luis Gonzalez/Reuters
México - Foto: Jose Luis Gonzalez/Reuters

O México conseguiu reduzir em 56% o fluxo de migrantes para os Estados Unidos entre junho e agosto, numa realização que espera afastar a ameaça do governo do presidente Donald Trump de impor sanções tarifárias a produtos mexicanos como retaliação se o país não o ajudasse a conter a imigração ilegal, alvo de um acordo fechado há três meses entre as duas nações, disse nesta sexta-feira o chanceler mexicano Marcelo Ebrard, informa O Globo.

— Acreditamos que a estratégia planteada pelo México tem sido exitosa e que não convém mudá-la — disse Ebrard, que na próxima terça se reúne com autoridades americanas em Washington para revisar o acerto. — Não espero que haja ameaça tarifária porque há uma redução (da migração) de 56%. Urgimos ao governo dos Estados Unidos a respaldar a estratégia do México — acrescentou em coletiva de imprensa, tendo ao seu lado o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador.

Ebrard, no entanto, disse não saber se Washington insistirá com a a ameça durante a reuni que terá com o vice-presidente americano, Mike Pence, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, na Casa Branca, mas reiterou que o México não aceitará ser um chamado “terceiro país seguro”, isto é, acolher os migrantes em grande parte provenientes da América Central que pedem asilo nos EUA e que tem sido uma das principais demandas do governo americano nas negociações.

— Não vamos aceitar ser terceiro país seguro porque vai contra os interesses do México. É injusto com nosso país — destacou.

O chanceler também disse que vai reiterar às autoridades americanas que a melhor estratégia para combater a imigração ilegal é fomentar o desenvolvimento econômico da América Central. Ainda em junhio, Trump cortou centenas de milhões de dólares em ajuda para El Salvador, Guatemala e Honduras — o chamado Triângulo Norte da América Central, uma das regiões mais violentas do mundo e origem de dezenas de milhares de imigrantes que tentam cruzar a fronteira americana a partir do México.

— Queremos que esta seja uma relação de amizade, de cooperação para o desenvolvimento de ambos países — acrescentou o presidente López Obrador.

Em 7 de junho passado o México se comprometeu com os Estados Unidos em tomar “medidas sem precedentes” para frear a migração, com a mobilização de milhares de agentes de segurança na fronteira dos dois países. Trump, que tem no discurso contra a imigração um dos temas dominantes de seu governo e da campanha para a reeleição no ano que vem, tem se declarado até agora satisfeito com as ações mexicanas.

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