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CE: Estudantes e servidores públicos protestam contra cortes e medidas para educação pública

Os manifestantes se concentraram na Avenida 13 de Maio e seguiram em caminhada até a Praça do Ferreira, no Centro

13/08/2019 11h38Atualizado há 3 meses
Por: Silvan Magalhães
Fonte: Diário do Nordeste
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Protesto em Fortaleza - Foto: Natinho Rodrigues
Protesto em Fortaleza - Foto: Natinho Rodrigues

Estudantes, professores e servidores de instituições de ensino se mobilizaram, na manhã desta terça-feira (13), em protesto contra os cortes do Governo Federal na Educação. Este é o terceiro ato do movimento, chamado pelos organizadores de ‘Tsunami da Educação’. Os manifestantes iniciaram a concentração na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, informa o Portal Diário do Nordeste

Semelhante às duas manifestações ocorridas em maio, as mobilizações desta terça concentraram representantes das maiores instituições públicas de Ensino Superior do Ceará na Capital e em cidades do Interior.

Após da saída dos manifestantes da Praça da Gentilândia para a Avenida 13 de Maio, um ato unificado próximo à reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC) bloqueou o trânsito no local. O encerramento da manifestação será na Praça do Ferreira, no Centro, por volta de 12h. Durante o percurso da reitoria até a Praça do Ferreira, os organizadores pretendem passar por uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), também em protesto contra a reforma da Previdência, a ser votada no Senado.

O ato foi organizado por membros da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado do Ceará (SINTUFC), Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (ADUFC) e outras organizações.

De acordo com Anísio Melo, presidente da Associação dos Professores e Servidores de Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (APEOC), a estimativa é reunir de 50 a 100 mil pessoas em todo o Ceará, com atos em Fortaleza, Sobral, Cascavel, Iguatu e Cariri.

Para Liz Filardi, da executiva nacional da União Nacional dos Estudantes, a mobilização também ocorre contra o projeto Future-se, que, segundo ela, é “uma tentativa de privatização das universidades federais".

O anúncio do bloqueio de 30% na verba das instituições de ensino federais ocorreu no final de abril deste ano. No Ceará, as quatro grandes instituições de ensino tiveram o impacto de R$ 112 milhões a menos no orçamento. De acordo com o secretário de Educação Superior, o corte R$ 5,8 bilhões só pode atingir as despesas discricionárias, não obrigatórias. 

O Future-se, programa lançado em Julho pelo MEC tem como objetivo fortalecer “a autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais”. Para o MEC, a proposta garante novas fontes de recursos para as universidades públicas.

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