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Trabalho e diversão para os técnicos militares russos na Venezuela

Nos dias de folga, em grupos, os especialistas usam aviões da Força Aérea para chegar ao litoral caribenho

12/08/2019 10h31Atualizado há 4 meses
Por: Silvan Magalhães
Fonte: O Estado de S.Paulo
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Nicolás Maduro e Vladimir Putin - Foto: Maxim Shemetov/Reuters
Nicolás Maduro e Vladimir Putin - Foto: Maxim Shemetov/Reuters

A vida é boa para os russos, pelo menos para os técnicos militares que atuam na Venezuela há cinco meses. A prioridade deles é recuperar e fazer funcionar com eficiência o equipamento de Defesa vendido por Vladimir Putin, primeiro para Hugo Chávez e depois para Nicolás Maduro, em sucessivos lotes desde 2005. Um negócio de valor estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, informa O Estado de S.Paulo

Nos dias de folga, em grupos, os especialistas usam aviões da Força Aérea para chegar ao litoral caribenho. A rota mais procurada leva até as ilhas de Los Roques, um paraíso tropical de areia branca e mar azul, a 160 quilômetros da capital, Caracas. Nessa época do ano a temperatura não passa dos 28ºC, ótima para quem sai dos 14ºC da média registrada na área central da Rússia.

Segundo uma agente de turismo de Gran Roque, “eles gastam bom dinheiro por aqui, gostam de dançar a salsa cubana, comem peixe frito com arepa (tipo de massa de farinha de milho) e bebem cerveja com guarapita (caipirinha feita com rum escuro, gelo, limão ou qualquer fruta ácida, mas sem açúcar)”. 

A parte séria e sinistra do programa bilateral extraordinário de cooperação, iniciado em março, é a tarefa de recuperar os sistemas fornecidos às forças do regime bolivariano, fortemente dedicados à aviação de combate e ao Exército. 

A recuperação dos jatos pode já estar produzindo resultado. Em 19 de julho, dois Su-30 interceptaram um avião de coleta de informações da Marinha dos EUA sobre o litoral, no eixo de aproximação de Maiquetía, o terminal civil e base aérea de Caracas. O governo americano sustenta que o turboélice Aries II voava em águas internacionais.

Não há informações confiáveis a respeito das condições dos tanques T-72V, uma configuração específica para a força terrestre da Venezuela, recebidos a partir de 2016. A versão entregue ao Exército bolivariano é a B3, recente, de 44 toneladas, velocidade de 80 km/h e autonomia de 460 a 700 km conforme o arranjo programado. 

Helicópteros de ataque Mi-35 e de transporte geral puderam ser rapidamente revisados e ganharam um avançado centro de treinamento de pilotos de combate.

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